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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

tu és trevo de quatro folhas


(numa tentativa de dar nova vida ao blog)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Opinião #12: Equador

Título: Equador
Autor: Miguel Sousa Tavares
Páginas / Ano: 528 / 2003
Descrição aqui
Este livro consumiu-me.

Epá. Mas que livro foi este???

Comecemos pelo inicio (e desde já peço desculpa porque acho que isto vai ser grandinho. Tenho muitos sentimentos, pessoal!!!!!). Nunca tinha tido vontade de ler o Equador nem sequer nutro qualquer simpatia pelo seu escritor, mas olhando um dia para a estante e pensado no que ler a minha mãe disse-me: "Lê este, vais gostar. É daqueles que lês devagarinho para não acabar tão rápido".

E verificou-se. Li estas 500 e tal páginas em pouco mais de uma semana,sempre que tinha um tempinho livre lá ia eu pegar nele. Delicioso!

O Equador é a história de Luís Bernardo Valença, nomeado governador de São Tomé e Príncipe que tem como missão fazer provar ao cônsul inglês que há de chegar à ilha que não existe escravatura. Isto revela-se uma tarefa difícil pois os conceitos de escravatura são diferentes dependendo das personagens do livro e...sejamos honestos, os donos das roças estão-se pouco borrifando para as tarefas diplomáticas. Querem é os seus euritos (escudos???). Eu gostei desta diferença de pontos de vista, a visão citadina e evoluída de Luís Bernardo face a uma visão mais mercantil e focada nos seus próprios interesses dos roceiros.

Na verdade, eu amei o Luís Bernardo, okay? É um homem integro, de honra que pronto, tem assim uma pancada pela mulheres erradas e que nunca, NUNCA, se devia ter deixado desapaixonar da Matilde porque, benzáDeus que esta mulher não o iria levar por AQUELE caminho.


Mas isto para dizer que o Luís Bernardo foi aquele factor que realmente me fez gostar do livro, eu adorei o seu personagem e como se esforçava para manter a paz e as suas ideias e sobretudo fazer algo de bom naquela ilha. Foi este personagem que me fez ler o livro bem rápido porque queria saber como tudo ia acabar.

Quando se apresenta o consul inglês, existe uma quebra no livro, na minha opinião. Não gostei muito da introdução do David e da Ann e ainda menos gostei de que apesar de estarem sempre a dizer que a Ann era muito inteligente e culta e isto e aquilo, em todas as suas aparições só se destacavam as mamas e os olhos. Okay, já percebemos: a senhora usa vestidos para mostrar o seu 85B e tem os olhos azuis cor de mar. E então, podemos ver porque é que ela é inteligente?

Ai e nem vou comentar as descrições sexuais, porque né?! Imaginem-se: são 7 e 20 da manhã, vocês estão à espera do metro e existe uma cena sexual com o seguinte conteúdo: "Esborracharam-se um contra o outro como dois animais em cio"....muito bom! Do esborrachar ao cio, é uma aventura. E esta foi só a primeira, porque cada vez que existia uma interacção sexual, os protagonistas eram comparados a animais com cio??? Ou animais??? Eh???  Detestei.

Apesar desta partes, eu adorei o livro e recomendo a todos, mesmo. Acho que nos apresenta um lado da história de Portugal que nem sempre é comentado e apresenta-nos a escravatura vista do ponto de vista de quem manda e de quem quer fazer as coisas melhor. Isto não é um livro sobre escravos, é um livro sobre a vida de um homem.
E mesmo tendo eu adorado este livro, posso dizer que o final deixou muito a desejar (na minha opinião!) e que merecia melhor. 

Bem, acho que para falar mais da Ann e do Luís e do David terei que entrar em spoilers, por isso, se querem ler este livro que apesar de todas as suas falhas vai ser a viagem da vossa vida VÃO, não leiam o que está abaixo... se por outro lado, querem já saber da paródia completa, venham comigo:

Antes, deixo-vos uma das minhas frases favoritas do livro:
"Não sei se sou eu que vencerei as ilhas, ou elas que me vencerão a mim.”

********SPOILERS********


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016



Uma amiga minha decidiu recomendar-me a série "Scandal", sabendo o quanto amo "How to Get Away With Murder".... 'É ainda melhor, vais ver!', disse-me ela.

E bem, estou viciadissima.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

7 livros que quero este Natal


A avaliar pela data de iluminações nos centros comerciais, eu diria que começou a época Natalicia.

E claro, o que é uma época Natalicia sem listinhas de Natal?

Este ano parece que amigos e familiares vão mesmo dar-me livrinhos, depois de eu os chatear imenso, por isso esta pode ser a primeira lista e depois vir outra mas por enquanto, estou mortinhaaaa por teres estes livrinhos!


“A Court of Mist and Fury”, Sarah J. Maas 
 
Este livro ainda não saiu em Portugal mas eu estou tãoooo entusiasmada para o ler!!! Devorei o primeiro (opinião aqui) e como o li em inglês e até gostei, não me importo mesmo nada, nada de ler este segundo também em inglês.  Considerei ler em ebook, mas como adoro mesmo esta série quero tê-la em papel!



“O Grande Amor da Minha Vida: O Cavaleiro de Bronze”, Paullina Simmons  

A minha obsessão com esta série do Cavaleiro de Bronze já não é segredo para ninguém! Mas amo tanto mas tanto que decidi que quero  ter esta coleção em formato fisico e em português, visto eu ter lido a trilogia em inglês. Sei que ainda falta sair um volume da coleção cá em Portugal, mas como o primeiro livro é o meu favorito, ficamo-nos por este neste Natal.


“A Torch Against The Night”, Sabaa Tahir

Ainda há pouquinho tempo vos contei como adorei ler o "Uma  Chama Entre as Cinzas", o primeiro volume desta trilogia (acho que será trilogia) e estou ansiosa para saber mais sobre o Elias, a Helene e a Laia. Muitas questões ficaram por responder, por isso espero ter este presentinho no sapatinho para matar a curiosidade. 


  
“Tudo, Tudo e Nós”, Nicola Yoon

Muita gente fala deste livro e para ser sincera, eu sou apaixonada pela capa dele. Ja o folheei em visitas à Fnac e fico sempre com vontade de o trazer. Não sei bem sobre o que é ou se vou gostar sequer, mas como é Natal e ninguém leva a mal, aqui está na lista.

“Só Nós Dois”, Nicholas Sparks

Acho que este nome fala por si só. Ou não fosse eu mega viciada em ler tudo o que o Sparks escreve.

 

“A Amiga Genial”, Elena Ferrante 

Eu já comecei a ler este livro num dia que estava na Fnac a fazer tempo e nem achei assim tão interessante mas todos dizem que estes livros são o máximo e que o inicio é chatinho mas depois de torna mesmo bom, por isso olha, se não tiverem mais que me oferecer... podem contar com a amiga Elena. 


“Confesso”, Colleen Hoover

Eu fico sempre um bocadinho em dúvida no que concerne a Colleen Hoover porque tanto adoro os livros dela como os detesto, por isso colocar este na minha lista é um risco. Mas bom, aqui está. Ouvi dizer que ainda por cima mexe com arte e essas coisas que eu gosto, por isso espero que seja um bom sinal. 

E por ai, quais são os livros que fazem parte da vossa listinha?

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Primeiras Linhas #9: Throne of Glass // O Trono de Vidro

Depois de ter lido o "A Court of Thorns and Roses" da Sarah J. Maas e de estar ansiosa por ler o segundo volume dessa saga (esperando recebe-lo no Natal, just sayinnnn'), decidi que tinha mesmo que correr a obra toda da Sarah J. Maas e por isso peguei logo neste "Trono de Vidro", publicado cá em Portugal pela Marcador.

Como sabem, eu não leio sumários antes de ler os livros por isso ainda não percebi muito beeeem sobre o que este livro trata, visto que ainda vou só na página 40, mas pelo que já li acho que esta história se vai centrar na super assassina profissional Celaena Sardothien, que vive em Andarlan (acho que é este o nome, mas aguentem com esta avózinha que se esquece de todos os nomes em 5 segundos) e que foi "contratada" (more like tirada da choldra) para ser a campeã do Rei lá de Andarlan e vai participar num torneio com outros assassinos e se ela ganhar, ganha a sua liberdade para todo o sempre.

Depois entra o Principe Dorian na mistura que tenho quase, quase a certeza que vai ter um caso com a Celaena, apesar de eu ser mesmo mega hard shipper de Celaena + Chaol (mas também só vou nas primeiras 40 páginas!!!).

Até agora, não estou a ver o que é que neste livro é WOW WOW WOW e porque é que toda a gente adora esta saga. Para além do sentido de humor da Celaena, super irónica e sem papas na língua que eu adoro, ainda mais nada na história me chamou a atenção e para ser franca, em algumas das viagens que fiz de comboio depois de ter começado a ler este livro prefiri ir a olhar para o ar em vez de continuar a história, mas talvez precise só de um empurrãozinho e de ler mais algumas páginas até entrar na história.

Vamos lá ver o que sai daqui!!
Se já leram este livro e me quiserem deixar palavras de incentivo, façam esse favor que beeem preciso!

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Opiniões #11: An Ember in The Ashes // Uma Chama Entre as Cinzas

Título: Uma Chama Entre Cinzas
Autor: Sabaa Tahir
Páginas / Ano: 446 / 2015
Descrição aqui

Para ser bem, bem sincera, eu já acabei de ler este livro no inicio da semana passada mas com o trabalho e tudo mais, não tenho tido tempo de escrever no blog a não ser aos fins de semana (posts planeados rule!!!) mas desde então tenho andado maluquinha para vos contar coisinhas sobre este livro!

Então, como sabem no inicio estava assim um bocado apreensiva com este livro. Muitos nomes estranhos (sempre o meu maior problema nas distopias, visto que não decoro metade dos nomes e ando sempre um bocado à toa na história) e aquele plotzinho fácil que já se viu montes de vezes: rapaz na facção má mas com vontade de ser bom e rapariga mega rebelde que se vai encontrar com o rapaz para salvar o mundo.

Depois lá me fui embrenhando na história, e....bolas! Gostei mesmo disto, sabem? Eu cá me cheira que tenho que começar a ler mais distopias...não gosto, não gosto mas andei doidona em busca do ebook do 2º livro desta trilogia! [Presença, para quando a publicação da "Torch Against The Night?"]

A bem dizer, adorei a personagem do Elias, muito mais do que qualquer outra, e aquele triangulozinho amoroso deixou-me mesmo KO.... admito que possa ter sussurrado em alguns momentos "façam um trio!!!!" mas acho que a Helene não ia nessas cantigas.

Talvez seja melhor colocar aqui um letreiro de SPOILER para vos dizer que uma das minhas partes favoritas, e a parte que mais me partiu o coração, foi quando o Zak confessa que pretendia deixar o irmão mas que não existia sem ele (coloco a citação aqui):
We’ve been together for so long.” Zak shakes his head. His face is unreadable where the mask hasn’t yet melded. “I don’t know who I am without him.”

E igualmente quando o Marcus confessa o que sente pelo irmão, bem no final. Quem já leu este livro saberá a que momento me estou a referir, porque realmente é aquele momento da história que os vemos como humanos em vez de só como Máscaras. Pelo menos aconteceu-me isso a mim.

Já o contrário acontece com a Helene, que sempre a vi como humana nas suas interações com o Elias mas subitamente fica parva e fica toda de seguir as regras e tal. Para mim esta personagem é um bocadinho incongruente: logo no inicio do livro, vemos que é uma personagem que põe as regras de Blackcliff acima de tudo mas com o desenrolar ela quebra-as sem grande esforço ou pesar. Tudo bem, se calhar ela é motivada por amor...mas é mesmo? Ela curaria mesmo a Laia por amor??? Na minha opinião não, até porque a vi (vimos???) bem violenta quando ficou com ciúmes do Elias, o que me leva a pensar que o amor que ela sente pelo Elias a deixa irracional, tanto para o bem como para o mal. Mas pronto.

Sinceramente, acho que a Helene tem um bom coração e que é movida, sim, pela humanidade que existe dentro de si e que não foi quebrada com todas as regras. Ela curou a Laia porque não podia deixá-la morrer e não a matou por esse mesmo motivo. 

O mais irónico é que mesmo que a personagem da Helene não me tenha convencido eu continuo a achar que Helene + Elias é que era!!!! Vamos ver o que o segundo livro nos reserva, estou super ansiosaaaa!



Assim a única coisa que realmente me incomodou, neste livro em particular mas nas distopias em geral, é a quantidade de violência que tem que existir. Porque é que todos os livros deste tipo têm que conter sempre cenas de tortura e maldade extrema? Não pode existir uma distopia softzinha? Temos que andar sempre todos à pancada? Sei lá, chateia-me um bocadinho a contínua tortura que a Keris exercia nas criadas e aqueles Trials eram do mais grotesco possível.  E a Helene ainda acha que se tem que viver assim??

(Sim, pronto, ficou um odiozinho à Helene, mas só porque sei que ela tem bom coração e está, provavelmente, só a ser tótó).

Mas também tenho muitas questões que este livro não respondeu. Tipo... e  Darin???? TINHAM QUE O LIBERTAR AGORAAAA. Aliás, não foi esse o objectivo de todo o livro? Libertarem o rapaz? E depois no final, já não interessou libertar... não podiamos ter mais 100 páginas e chegar ao Darin?  E tipo... A Cook quem é??? E aquele talento da Helene??? E como é que nascem os Augurs?? E aquela criaturas todas mágicas cujo nome já esqueci existem ou não??? E o Nightbringer??? Não faz nada???

Questões, questões.

Aproveito também para enfatizar a coisa mais creepy deste livro: as máscaras! Socorro, só de imaginar caras cobertas por algum material que se molda ao rosto e nunca mais sai, até me dá um ataquezinho de pânico.

E assim concluo esta opinião com o maior desejo de que a Presença lance o segundo livro desta trilogia a tempo de me cair no sapatinho.
E para citação favorita, escolho:
"Existem dois tipos de culpa. Aquele que é um fardo e aquele que te dá um propósito. Deixa que a culpa seja o teu combustível. Deixa que ela te lembre de quem queres ser. Traça uma linha na tua mente e nunca mais a ultrapasses. Tens uma alma. Ela foi ferida, mas está aí. Não deixes que ta tirem."

Mais sobre "Uma Chama Entre Cinzas":
Primeira Opinião