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sábado, 3 de outubro de 2015

Reading Challenge - Non-Fiction Book



Não vou inventar. Eu sei bem que este livro ocupa bastanteeees das categorias apresentadas no Challenge mas prometi a mim mesma (e esta é daquelas promessas que cumpro mesmo, ao contrário daquela que faço sempre de que vou fazer updates no blog) que iria ler 1 livro por cada alínea proposta.


Portanto, o meu livro de não ficção foi o "Beyond Belief - My Secret Life inside Scientology and my Harrowing Escape". Este livro é escrito pela Jenna Miscavige Hill, sobrinha do atual lider da Igreja da Cientologia.

Confesso que não sabia pevide sobre esta "ciência" ou "religião" - talvez seja mais honesto chamar-lhe "modo de vida" - mas este livro foi-me recomendado por uma amiga e decidi-me a lê-lo. Posso dizer que aprendi imenso, fiquei incrédula e foram muitas as viagens de comboio em que quis começar a gritar e a espernear tal eram as injustiças que lia, e apesar de alguns momentos mais aborrecidos, sinto que foi uma leitura valiosa.

E a minha citação de eleição vai paraaaaa....

“I knew without a doubt that I was a good person, and, no matter what anyone else thought or said about me, no matter who they were or how important, I didn’t care. When I realized this, down to the moment, the clouds opened up. This realization was the beginning of personal integrity, when, instead of dismissing my feelings or my intuition, I found myself following them.”

(1 de 50)
Os blogs e eu. Juro sempre que vou começar a publicar mais e depois foi-se... já me esqueci.

Na verdade, esta coisa de ter começado a trabalhar trocou-me a vida e deixou-me meio sem tempo nesta coisa de passar de teenager-estudante a semi-adulta-com-emprego-e-horário.

Mas agora, agora sim é a sério! Vou começar a postar mais.... começando pelo update do meu Reading Challenge de 2015 (xii, ainda se lembram disto?). Ora vamos lá ver quais já cumpri...em futuros posts.

domingo, 21 de dezembro de 2014

2015 Reading CHallenge!

Nunca fui destas coisas de participar em desafios literários - com a excepção de tentar ler tantos livros quantos os que me tinha proposto, no Goodreads - mas este ano decidi tentar algo de diferente.
Vi inumeros desafios em que gostaria de participar mas sei que iria ficar maluca a tentar chegar ao objectivo de ler tudo (eu, que sou competidora nata e gosto pouco de perder).

Por isso, optei por começar só por este desafio. É simples mas parece giro!


domingo, 23 de novembro de 2014

E ele atravessou um comboio em hora de ponta para te ver. Não digas que não tens sorte, Lena. Para mim não há nada disso. Nem garotos a afastarem pessoas em comboios atarefados nem um sol que brilhe mais quando apareço nem um sinal vermelho que feche quando quero atravessar a rua. Para mim não há nada.
Até os pingos da chuva se afastam de mim, quando caem tão indeliberadamente. Sou imune, percebes?

Escrito num Fertagus apinhado, em hora de ponta e em dia de chuva.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Bati com o carro.
E o que mais doeu,
Entre videos partidos e tinta descolorada pela angustia,
Foi o pneu suplente rasgado e remendado com pedaços de papel
- inuteis -
A que a nossa amizade se resumiu.

sábado, 11 de janeiro de 2014

mas, no final de contas, não somos senão crianças a tentar dançar ao ritmo desta vida enfadonha e temível de adulto

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Hoje...sei lá...deu-me para isto! :)

Adeus

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mão à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
e eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

Eugénio de Andrade