Sempre quis ler um livro da escritora Celeste Ng, e durante algum tempo, cada vez que entrava numa livraria, pegava no "Everything I never Told You" e lia algumas frases.
Não sei porquê mas nunca o comprei.
Até que, há algumas semanas, comecei a pegar no mais recente livro da autora "Little Fires Everywhere" [foi lançado cá em Portugal com o nome "Pequenos Fogos em Todo o Lado"].
Ainda vou muito no inicio, na página 50, mas já percebi que este é um livro sobre famílias perfeitas, que vivem numa cidade perfeita em que existem regras de como agir, estar, vestir, cuidar da casa, etc.
O livro foca duas familias: a familia Richardson, composta por 4 filhos, que vivem com os pais numa grande casa, com um jardim perfeito, com a aparência perfeita; a outra familia é composta pela mãe Mia e filha Pearl, que vão viver para uma casinha alugada aos Richardson naquela cidade.
O livro começa logo com um grande incêndio que leva à destruição da casa dos Richardson [isto não é spoiler, é literalmente a primeira página] e vamos tendo o relato de quem estava em casa, quem não estava e lá mais para o final do capítulo temos o relato da Mia e Pearl a deixarem a cidade.
O segundo capítulo começa vários meses antes e desconfio que isto agora contará todo o sucedido até se descobrir quem pegou fogo à casa.
Assim de repente ja vejo ali um triângulo amoroso e umas filhas problemáticas e incompreendidas, um mistério sobre o verdadeiro pai de uma personagem e muita coisa que pode dar para o torto. Isto tem tudo para me interessar mas a verdade é que tenho tido que me forçar a ler.
É que este livro, na minha opinião, parece-se muitoooo com Big Little Lies da Lyanne Moriarty (que adorei). Aliás, os direitos deste livro já foram comprados para ser transformado em série que vai ter a direção da Reese Witherspoon, que também dirigiu Big Little Lies!
Não sei... que me dizem? Já leram este livro? Vai melhorar?
quarta-feira, 25 de julho de 2018
sábado, 21 de julho de 2018
Saturday 4 Show: Séries que todos têm (mesmo) que ver!
Esta era uma das rubricas que eu mais gostava antes do meu hiatus e acho que era também uma rubrica que reunia muita discussão e consenso por isso aqui vamos nós!
Escolhi 4 séries que eu acho que vocês têm mesmo, mesmo, mesmooooo mas MESMO que ver! De entre as 300 que acho que são incríveis e deixando de fora algumas das minhas favoritas, tentei escolher algumas recentes, menos conhecidas e todas com temporadas em 2018 (mas que pronto, podem só voltar em 2019. don't kill me, okay?!).
Então aqui vai:
1. "Handmaid's Tale"
Esta série é bem conhecida mas acho que não seria justa se não a incluísse. Acho que o facto de estar nomeada para 20 Emmys diz tudo, mas acho mesmo que passa uma mensagem importante e que a forma como está filma é incrível. É bonita, mesmo (a forma como está filmada isto é). E o papelaço que todos os actores fazem?! Se tiverem estômago, porque é bem forte, não deixem de ver Handmaid's Tale.
2. "Velvet"
Esta série é muitoooo desconhecida. Quando aderi à Netflix comecei a procurar séries e esta foi uma das primeiras que vi. É uma série espanhola com 4 temporadas, onde entra o Miguel Angel Silvestre (o Lito de Sense8), que faz um papel delicioso. É uma série meio novela mas é super divertida. Passa-se numa loja de roupa de alta costura que tem os seus próprios ateliers e onde as histórias de amor se cruzam. Vejam!!
3. "Dark"
"Espelho meu, espelho meu, haverá série mais what-the-fuck que eu?!" Não, Dark, não há.
Esta série também está no Netflix e é alemã. Não se deixem intimidar pela língua porque é das melhores séries que já vi. Entra na vibe de Stranger Thing mas em MUITO BOM, fala sobre viagens no tempo e como interferir no passado tem impacto no futuro. Chegamos ao fim com um nó no cérebro mas a pensar: "Bolas, isto até que faz sentido."
4. "Versailles"
A Versailles já não é uma série nova e penso, até, que a última temporada saiu este ano. Tem estado a ter transmissão na RTP1 e está também na Netflix por isso não há razão para não irem explorar a vida de Louis XIV e da construção do seu palácio de Versailles.
Ao longo da construção deste palácio, conhecemos também o irmão do Rei - conhecido por ter sido homossexual e travesti. É interpretado pelo Alexander Vlahos que faz um papel do caraças.
E por ai, quais são as séries que vocês acham que temos todos mesmo, mesmo, mesmooooo que ver? Partilham de alguma destas?
Escolhi 4 séries que eu acho que vocês têm mesmo, mesmo, mesmooooo mas MESMO que ver! De entre as 300 que acho que são incríveis e deixando de fora algumas das minhas favoritas, tentei escolher algumas recentes, menos conhecidas e todas com temporadas em 2018 (mas que pronto, podem só voltar em 2019. don't kill me, okay?!).
Então aqui vai:
1. "Handmaid's Tale"
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Esta série é bem conhecida mas acho que não seria justa se não a incluísse. Acho que o facto de estar nomeada para 20 Emmys diz tudo, mas acho mesmo que passa uma mensagem importante e que a forma como está filma é incrível. É bonita, mesmo (a forma como está filmada isto é). E o papelaço que todos os actores fazem?! Se tiverem estômago, porque é bem forte, não deixem de ver Handmaid's Tale.
2. "Velvet"
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3. "Dark"
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Esta série também está no Netflix e é alemã. Não se deixem intimidar pela língua porque é das melhores séries que já vi. Entra na vibe de Stranger Thing mas em MUITO BOM, fala sobre viagens no tempo e como interferir no passado tem impacto no futuro. Chegamos ao fim com um nó no cérebro mas a pensar: "Bolas, isto até que faz sentido."
4. "Versailles"
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Ao longo da construção deste palácio, conhecemos também o irmão do Rei - conhecido por ter sido homossexual e travesti. É interpretado pelo Alexander Vlahos que faz um papel do caraças.
E por ai, quais são as séries que vocês acham que temos todos mesmo, mesmo, mesmooooo que ver? Partilham de alguma destas?
quarta-feira, 18 de julho de 2018
Opiniões #15: Call Me By Your Name
| Título: Chama-me Pelo Teu Nome Autor: André Aciman Páginas / Ano: 248 / 2007 Descrição aqui |
Este livro é uma das coisas mais incriveis que eu já li.
Andava eu meio perdida na vida e sem motivação para grande coisa, quando surge todo um burburinho em torno deste livro. Quando decidi pegar nele para o ler, confesso que ia a medo: apesar de não ter nada contra relações homossexuais, a verdade é que também nunca me tinha sentido à vontade ou com disposição para ler um livro em que existisse um casal homossexual.
Tive receio de detestar, tive receio de ser meio pornografico como tende a ser a maior parte dos filmes com casais homossexuais mas fui em frente e a verdade é que adorei.
Penso que não será necessário descrever a história e caso seja, apenas necessito dizer: são dois rapazes que se apaixonam.
A beleza deste livro é a subtileza da escrita, a poesia em cada linha. Existe uma aura de sensualidade que percorre todo o livro e as descrições das descobertas da sexualidade por parte do Elio, o narrador. Passa-se num verão e tudo decorre com a tranquilidade dos dias quentes, em Itália, em casa de dois pais que são professores e do Elio, que é um miúdo que toca piano e transcreve músicas e é inteligente de mais para os seus 17 anos.
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Depois de ler o livro, peguei no filme. Não sei se adorei ainda mais o filme por me ter encharcado em entrevistas do Timotheé Chalamet (my new love, gimme a call Timmy) e do Armie Hammer, ou se me apaixonei pelo filme realmente porque está muito bem filmado e tem umas cores e uma luz lindas de morrer.
Tal como no livro, o filme é muito subtil e sensual e nada, mas mesmo nada, pornográfico. Acho que é daquelas histórias que lemos e vemos e pensamos: de facto, isto é só amor.
E acho que muitas pessoas que estão contra relacionamentos homossexuais deviam pegar em histórias como estas e ler sem preconceitos e ver que, de facto, love is love is love is love (já dizia o Lin Manuel Miranda).
Não há nada de nojento, errado ou pecaminoso em duas pessoas que se amam.
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Neste ponto, ao contrário do livro, o filme não segue a história do livro até ao final e assim presenteia-nos com uma cena incrível do Timotheé Chalamet que remata o filme e que o lançou para ser o nomeado aos Oscares mais jovem em 80 anos (!!!!).
Também por não ter seguido o livro até ao fim, e graças ao Luca Guadagnino, talvez haja uma sequela in the works! Vou-vos deixar aqui o trailer para aguçar o apetite:
Não vou entrar em cenas em particular para não arruinar a experiência a ninguém mas para mim este é o melhor livro que li em 2018 (não que tenha lido muitos, né).
Deixo a minha frase favorita:
"I stopped for a second. If you remember everything, I wanted to say, and if you are really like me, then before you leave tomorrow, or when you’re just ready to shut the door of the taxi and have already said goodbye to everyone else and there’s not a thing left to say in this life, then, just this once, turn to me, even in jest, or as an afterthought, which would have meant everything to me when we were together, and, as you did back then, look me in the face, hold my gaze, and call me by your name."
p.s.: e a banda sonora? As duas músicas que o Sufjan Stevens escreveu especialmente para este filme? Para mim, mereciam ter levado o Oscar.
sábado, 14 de julho de 2018
os 7 livros de 2018
2018 não tem sido muito produtivo a nível de leituras, o que também se traduziu aqui na ausência do blog.
Deveu-se a um misto de vida profissional a acelerar, uma breve crise de motivação para todas as actividades em geral (excepção feita ao Netflix) e algumas crises a nível de relacionamentos pessoais. Verdade seja dita, apesar de ter colocado como objectivo ler 30 livros este ano (ah ah ah) ainda só li 7 e já vamos a meio do ano.
Não me preocupa muito o objectivo colocado. Importa-me mais levar as coisas com calma, encontrar equilíbrio e sobretudo ler com gosto, sem me estar a obrigar.
Como estive ausente não fiz review de nenhum dos livros que li, mas aqui vai um breve resumo das minhas leituras de 2018 (até agora):
"O Som e a Fúria", William Faulkner
Este foi o primeiro livro do ano e foi uma TRIP. Juro. É a história de uma família americana em decadência e cada capitulo - são 4 - são vistos da perspectiva de um dos membros da família. Acho que a beleza do livro está em ir descobrindo em quem narra o quê e devido a esta diferença de pontos de vista, ir descobrindo realmente o que se passou para as diversas pessoas terem opiniões diferentes sobre as mesmas personagens. Segue uma linha de escrever o presente e passado como se estivessem a acontecer naquele momento, o que se tornou, por vezes, confuso. O final e a história real em si, só se descobrem no epilogo (!!!!!) o que não deixou de ser estranho e de fazer com que passasse a história toda tipo 'what's going onnnnn'
"One of us is lying", Karen M. McManus
Devorei este livro em pouco tempo. É assim um mistério YA, passado nos EUA (where else?!) onde 5 adolescentes são castigados na escola e têm que ficar numa sala. Estes jovens são todos de grupos diferentes e durante a detention, um deles morre. O livro é uma busca de procurar quem é o culpado por esta morte e até foi engraçado... transmite mensagens mais profundas do que poderíamos achar ao vermos que é um mistério YA. Vale a pena!
"Evangelho Segundo Jesus Cristo", José Saramago
Este foi um livro que comecei ainda em 2017 e só acabei uns bons meses depois de entrar em 2018. Por um lado, demorou-me a entrar no livro, por outro lado não o queria acabar. A escrita de Saramago é deliciosa e, como sempre, este é um livro que nos faz pensar ao narrar a história de Jesus Cristo de uma forma... diferente.
"O Alquimista", Paulo Coelho
Já tinha tentando ler este Alquimista quando era mais jovem mas agora foi. Acho que é daqueles livros que cada vez que lermos, dependendo da nossa idade e da fase em que estejamos na vida, terá uma conclusão e um sentido diferentes para nós. Não diz nada que não se saiba já, mas faz-nos aperceber de que às vezes uma porta se fecha porque temos uma janela aberta que não vimos.
"The Book Thief", Markys Zusak
Eu tentei mas desisti. Não entendi mesmo o hype deste livro.
"O Cavaleiro de Bronze", Paullina Simmons
Ora estava eu neste impasse literário, em que nada conseguia ler e então peguei neste livro que adorei ler no ano passado. Não me alongo muito sobre ele, porque já tem opinião aqui no blog.
[Ver opinião]
"Chama-me pelo teu nome", André Aciman
O Call Me By Your Name é só o meu livro favorito até agora. O filme, o livro... tudo. Simplesmente incríveis e fizeram com que me voltasse a inspirar. Não me vou alongar, primeiro porque penso que já todos sabem do que se trata e, segundo, porque planeio escrever um post dedicado a este livro e filme.
E pronto, foram estas as minhas leituras até à data. E por ai, que andaram a ler?
Deveu-se a um misto de vida profissional a acelerar, uma breve crise de motivação para todas as actividades em geral (excepção feita ao Netflix) e algumas crises a nível de relacionamentos pessoais. Verdade seja dita, apesar de ter colocado como objectivo ler 30 livros este ano (ah ah ah) ainda só li 7 e já vamos a meio do ano.
Não me preocupa muito o objectivo colocado. Importa-me mais levar as coisas com calma, encontrar equilíbrio e sobretudo ler com gosto, sem me estar a obrigar.
Como estive ausente não fiz review de nenhum dos livros que li, mas aqui vai um breve resumo das minhas leituras de 2018 (até agora):
"O Som e a Fúria", William Faulkner
Este foi o primeiro livro do ano e foi uma TRIP. Juro. É a história de uma família americana em decadência e cada capitulo - são 4 - são vistos da perspectiva de um dos membros da família. Acho que a beleza do livro está em ir descobrindo em quem narra o quê e devido a esta diferença de pontos de vista, ir descobrindo realmente o que se passou para as diversas pessoas terem opiniões diferentes sobre as mesmas personagens. Segue uma linha de escrever o presente e passado como se estivessem a acontecer naquele momento, o que se tornou, por vezes, confuso. O final e a história real em si, só se descobrem no epilogo (!!!!!) o que não deixou de ser estranho e de fazer com que passasse a história toda tipo 'what's going onnnnn'
"One of us is lying", Karen M. McManus
Devorei este livro em pouco tempo. É assim um mistério YA, passado nos EUA (where else?!) onde 5 adolescentes são castigados na escola e têm que ficar numa sala. Estes jovens são todos de grupos diferentes e durante a detention, um deles morre. O livro é uma busca de procurar quem é o culpado por esta morte e até foi engraçado... transmite mensagens mais profundas do que poderíamos achar ao vermos que é um mistério YA. Vale a pena!
"Evangelho Segundo Jesus Cristo", José Saramago
Este foi um livro que comecei ainda em 2017 e só acabei uns bons meses depois de entrar em 2018. Por um lado, demorou-me a entrar no livro, por outro lado não o queria acabar. A escrita de Saramago é deliciosa e, como sempre, este é um livro que nos faz pensar ao narrar a história de Jesus Cristo de uma forma... diferente.
"O Alquimista", Paulo Coelho
Já tinha tentando ler este Alquimista quando era mais jovem mas agora foi. Acho que é daqueles livros que cada vez que lermos, dependendo da nossa idade e da fase em que estejamos na vida, terá uma conclusão e um sentido diferentes para nós. Não diz nada que não se saiba já, mas faz-nos aperceber de que às vezes uma porta se fecha porque temos uma janela aberta que não vimos.
"The Book Thief", Markys Zusak
Eu tentei mas desisti. Não entendi mesmo o hype deste livro.
"O Cavaleiro de Bronze", Paullina Simmons
Ora estava eu neste impasse literário, em que nada conseguia ler e então peguei neste livro que adorei ler no ano passado. Não me alongo muito sobre ele, porque já tem opinião aqui no blog.
[Ver opinião]
"Chama-me pelo teu nome", André Aciman
O Call Me By Your Name é só o meu livro favorito até agora. O filme, o livro... tudo. Simplesmente incríveis e fizeram com que me voltasse a inspirar. Não me vou alongar, primeiro porque penso que já todos sabem do que se trata e, segundo, porque planeio escrever um post dedicado a este livro e filme.
E pronto, foram estas as minhas leituras até à data. E por ai, que andaram a ler?
sexta-feira, 13 de julho de 2018
domingo, 3 de dezembro de 2017
Opiniões #14: A Quimica Dos Nossos Corações
| Título: A Quimica dos Nossos Corações Autor: Krystal Sutherland Páginas / Ano: 277 / 2017 Editora: Porto Editora Descrição aqui |
Bem, acabei de ler este livro agora e nem sei bem o que pensar.
Houve uma parte de mim que gostou imenso de como se desenrolou a trama (apesar de ter sido bastantes vezes apanhada, no metro pela manhã, com expressões de dúvida sobre o que estava a ler) mas também houve uma parte de mim que gritou continuamente "Estarei demasiado crescida para YA?".
Este livro conta a história do Henry e de uma nova rapariga, a Grace, que chega à escola dele nesse ano lectivo. A Grace é desde logo uma personagem, envergando roupas de rapaz e tendo um ar desleixado estilo vivo-na-rua-e-não-tomo-banho-há-10-anos. Mas you got it, o Henry acaba por se apaixonar por esta riqueza. Penso que revelar mais que isto, é cair em spoilers por isso por aqui me fico.
A Grace é uma miúda cheia de problemas e o Henry cheio de sonhos. Acho que todos nos conseguimos relacionar um pouco com o Henry porque, no final do dia, todos gostamos de ver as pessoas da maneira como as idealizamos e a verdade é que nem sempre é assim que a realidade é. O Henry acaba por se desiludir e ficar magoado - e isto nem sequer é um spoiler, acontece para aí a partir do 2º capitulo - mas também é isto a vida, certo?
Apesar de a escrita ter sido um bocadinho dúbia por vezes (eu li na versão portuguesa, pelo que a tradução pode ter tido algum impacto) e de terem existido alguns momentos tão lamechas que parecia que o livro transpirava mel, eu até gostei do desfecho. É um final feliz sem ser aquele que costuma acontecer sempre nos livros mas que acontece, com muita frequência, na vida real.
A minha citação favorita:
"People are perfect when all that's left of them is memory."
quarta-feira, 22 de novembro de 2017
citações #2
"Eu queria dizer: Tu és assim para o extraordinário; quer dizer, muitíssimo estranha mas também extraordinária, mas em vez disso disse:
- Que pecados é que uma rapariga de 17 anos cometeu para precisar ser absolvida?"
- in A Quimica dos nossos Corações, Krystal Sutherland
domingo, 19 de novembro de 2017
Opiniões #13: Cartas Vermelhas #LerOsNossos
| Título: Cartas Vermelhas Autor: Ana Cristina Silva Páginas / Ano: 270 / 2011 Editora: Oficina do Livro Descrição aqui |
Ora bem,cá volto eu com uma opinião (4 anos depois) e com um livro que se encaixa no projecto criado pelo blog A Mulher Que Ama Livros, #LerOsNossos.
Já tinha aqui este livro, "Cartas Vermelhas" da escritora portuguesa Ana Cristina Silva, na estante há algum tempo mas motivada por este projecto, lá fui eu pegar nele. Acho que devo desde já avisar que esta opinião pode conter spoilers!!!!
Este livro é o relato da história de vida de uma militante do partida comunista, desde a sua chegada a Lisboa até à altura em que conta cerca de 40 anos. É um livro dentro de um livro, já que a narradora é a própria - a Carol -, e vai contando a sua vida à filha.
A minha relação com este livro foi estranha. Por um lado, a frase na capa (citando: "História de uma militante comunista que se apaixonou por um agente da PIDE") deixava-me super entusiasmada por ler sobre um amor proibido, mas por outro lado, ao ler página após página verifiquei que isso não acontecia. E agora que acabei o livro, e reflectindo sobre ele, este era um livro sobre uma mulher em busca dela própria e em busca do perdão para as suas acções.... o namoro com o agente da PIDE não era a história. De facto, durou tipo 10 segundos.
Achei que faltou emoção neste livro. Quando o li, não conseguia justificar nenhuma acção da Carol, principalmente o deixar a filha, o continuar no partido depois de tudo (isto não é sequer spoiler. É dito na 1ª página!)... por outro lado, algumas vezes sentia-me tão mal, que largava o livro porque não queria ver aquela tragédia desenrolar-se, sentia como se eu própria estivesse na história e a quisesse parar.
Uma coisa que não gostei nada é que a autora conta o que vai acontecer. Ou seja, está a narrar o momento presente mas a dizer o que acontece de futuro. Então quando a Carol se envolvia com alguns homens dizia: "Fui ter com fulano tal, ele recebeu-me com palavras belas muito diferentes das que diríamos no futuro, em que nos arrasaríamos e acabaríamos com a vida um do outro.".... coisas assim.
Foi um livro que me custou a ler, apesar das poucas páginas, mas que me fez sentir qualquer coisa e por isso leva 3 estrelas!
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
Opinião #12: Equador
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| Título: Equador Autor: Miguel Sousa Tavares Páginas / Ano: 528 / 2003 Descrição aqui |
Epá. Mas que livro foi este???
Comecemos pelo inicio (e desde já peço desculpa porque acho que isto vai ser grandinho. Tenho muitos sentimentos, pessoal!!!!!). Nunca tinha tido vontade de ler o Equador nem sequer nutro qualquer simpatia pelo seu escritor, mas olhando um dia para a estante e pensado no que ler a minha mãe disse-me: "Lê este, vais gostar. É daqueles que lês devagarinho para não acabar tão rápido".
E verificou-se. Li estas 500 e tal páginas em pouco mais de uma semana,sempre que tinha um tempinho livre lá ia eu pegar nele. Delicioso!
O Equador é a história de Luís Bernardo Valença, nomeado governador de São Tomé e Príncipe que tem como missão fazer provar ao cônsul inglês que há de chegar à ilha que não existe escravatura. Isto revela-se uma tarefa difícil pois os conceitos de escravatura são diferentes dependendo das personagens do livro e...sejamos honestos, os donos das roças estão-se pouco borrifando para as tarefas diplomáticas. Querem é os seus euritos (escudos???). Eu gostei desta diferença de pontos de vista, a visão citadina e evoluída de Luís Bernardo face a uma visão mais mercantil e focada nos seus próprios interesses dos roceiros.
Na verdade, eu amei o Luís Bernardo, okay? É um homem integro, de honra que pronto, tem assim uma pancada pela mulheres erradas e que nunca, NUNCA, se devia ter deixado desapaixonar da Matilde porque, benzáDeus que esta mulher não o iria levar por AQUELE caminho.
Mas isto para dizer que o Luís Bernardo foi aquele factor que realmente me fez gostar do livro, eu adorei o seu personagem e como se esforçava para manter a paz e as suas ideias e sobretudo fazer algo de bom naquela ilha. Foi este personagem que me fez ler o livro bem rápido porque queria saber como tudo ia acabar.
Quando se apresenta o consul inglês, existe uma quebra no livro, na minha opinião. Não gostei muito da introdução do David e da Ann e ainda menos gostei de que apesar de estarem sempre a dizer que a Ann era muito inteligente e culta e isto e aquilo, em todas as suas aparições só se destacavam as mamas e os olhos. Okay, já percebemos: a senhora usa vestidos para mostrar o seu 85B e tem os olhos azuis cor de mar. E então, podemos ver porque é que ela é inteligente?
Ai e nem vou comentar as descrições sexuais, porque né?! Imaginem-se: são 7 e 20 da manhã, vocês estão à espera do metro e existe uma cena sexual com o seguinte conteúdo: "Esborracharam-se um contra o outro como dois animais em cio"....muito bom! Do esborrachar ao cio, é uma aventura. E esta foi só a primeira, porque cada vez que existia uma interacção sexual, os protagonistas eram comparados a animais com cio??? Ou animais??? Eh??? Detestei.
Apesar desta partes, eu adorei o livro e recomendo a todos, mesmo. Acho que nos apresenta um lado da história de Portugal que nem sempre é comentado e apresenta-nos a escravatura vista do ponto de vista de quem manda e de quem quer fazer as coisas melhor. Isto não é um livro sobre escravos, é um livro sobre a vida de um homem.
E mesmo tendo eu adorado este livro, posso dizer que o final deixou muito a desejar (na minha opinião!) e que merecia melhor.
Bem, acho que para falar mais da Ann e do Luís e do David terei que entrar em spoilers, por isso, se querem ler este livro que apesar de todas as suas falhas vai ser a viagem da vossa vida VÃO, não leiam o que está abaixo... se por outro lado, querem já saber da paródia completa, venham comigo:
Antes, deixo-vos uma das minhas frases favoritas do livro:
"Não sei se sou eu que vencerei as ilhas, ou elas que me vencerão a mim.”
********SPOILERS********
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
7 livros que quero este Natal
A avaliar pela data de iluminações nos centros comerciais, eu diria que começou a época Natalicia.
E claro, o que é uma época Natalicia sem listinhas de Natal?
Este ano parece que amigos e familiares vão mesmo dar-me livrinhos, depois de eu os chatear imenso, por isso esta pode ser a primeira lista e depois vir outra mas por enquanto, estou mortinhaaaa por teres estes livrinhos!
“A Court of Mist and Fury”, Sarah J. Maas
Este livro ainda não saiu em Portugal mas eu estou tãoooo entusiasmada para o ler!!! Devorei o primeiro (opinião aqui) e como o li em inglês e até gostei, não me importo mesmo nada, nada de ler este segundo também em inglês. Considerei ler em ebook, mas como adoro mesmo esta série quero tê-la em papel!
“O Grande Amor da Minha Vida: O Cavaleiro de Bronze”,
Paullina Simmons
A minha obsessão com esta série do Cavaleiro de Bronze já não é segredo para ninguém! Mas amo tanto mas tanto que decidi que quero ter esta coleção em formato fisico e em português, visto eu ter lido a trilogia em inglês. Sei que ainda falta sair um volume da coleção cá em Portugal, mas como o primeiro livro é o meu favorito, ficamo-nos por este neste Natal.
“A Torch Against The Night”, Sabaa Tahir
Ainda há pouquinho tempo vos contei como adorei ler o "Uma Chama Entre as Cinzas", o primeiro volume desta trilogia (acho que será trilogia) e estou ansiosa para saber mais sobre o Elias, a Helene e a Laia. Muitas questões ficaram por responder, por isso espero ter este presentinho no sapatinho para matar a curiosidade.
“Tudo, Tudo e Nós”, Nicola Yoon
Muita gente fala deste livro e para ser sincera, eu sou apaixonada pela capa dele. Ja o folheei em visitas à Fnac e fico sempre com vontade de o trazer. Não sei bem sobre o que é ou se vou gostar sequer, mas como é Natal e ninguém leva a mal, aqui está na lista.
“Só Nós Dois”, Nicholas Sparks
Acho que este nome fala por si só. Ou não fosse eu mega viciada em ler tudo o que o Sparks escreve.
“A Amiga Genial”, Elena Ferrante
Eu já comecei a ler este livro num dia que estava na Fnac a fazer tempo e nem achei assim tão interessante mas todos dizem que estes livros são o máximo e que o inicio é chatinho mas depois de torna mesmo bom, por isso olha, se não tiverem mais que me oferecer... podem contar com a amiga Elena.
“Confesso”, Colleen Hoover
Eu fico sempre um bocadinho em dúvida no que concerne a Colleen Hoover porque tanto adoro os livros dela como os detesto, por isso colocar este na minha lista é um risco. Mas bom, aqui está. Ouvi dizer que ainda por cima mexe com arte e essas coisas que eu gosto, por isso espero que seja um bom sinal.
E por ai, quais são os livros que fazem parte da vossa listinha?
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Primeiras Linhas #9: Throne of Glass // O Trono de Vidro
Depois de ter lido o "A Court of Thorns and Roses" da Sarah J. Maas e de estar ansiosa por ler o segundo volume dessa saga (esperando recebe-lo no Natal, just sayinnnn'), decidi que tinha mesmo que correr a obra toda da Sarah J. Maas e por isso peguei logo neste "Trono de Vidro", publicado cá em Portugal pela Marcador.
Como sabem, eu não leio sumários antes de ler os livros por isso ainda não percebi muito beeeem sobre o que este livro trata, visto que ainda vou só na página 40, mas pelo que já li acho que esta história se vai centrar na super assassina profissional Celaena Sardothien, que vive em Andarlan (acho que é este o nome, mas aguentem com esta avózinha que se esquece de todos os nomes em 5 segundos) e que foi "contratada" (more like tirada da choldra) para ser a campeã do Rei lá de Andarlan e vai participar num torneio com outros assassinos e se ela ganhar, ganha a sua liberdade para todo o sempre.
Depois entra o Principe Dorian na mistura que tenho quase, quase a certeza que vai ter um caso com a Celaena, apesar de eu ser mesmo mega hard shipper de Celaena + Chaol (mas também só vou nas primeiras 40 páginas!!!).
Até agora, não estou a ver o que é que neste livro é WOW WOW WOW e porque é que toda a gente adora esta saga. Para além do sentido de humor da Celaena, super irónica e sem papas na língua que eu adoro, ainda mais nada na história me chamou a atenção e para ser franca, em algumas das viagens que fiz de comboio depois de ter começado a ler este livro prefiri ir a olhar para o ar em vez de continuar a história, mas talvez precise só de um empurrãozinho e de ler mais algumas páginas até entrar na história.
Vamos lá ver o que sai daqui!!
Se já leram este livro e me quiserem deixar palavras de incentivo, façam esse favor que beeem preciso!
Como sabem, eu não leio sumários antes de ler os livros por isso ainda não percebi muito beeeem sobre o que este livro trata, visto que ainda vou só na página 40, mas pelo que já li acho que esta história se vai centrar na super assassina profissional Celaena Sardothien, que vive em Andarlan (acho que é este o nome, mas aguentem com esta avózinha que se esquece de todos os nomes em 5 segundos) e que foi "contratada" (more like tirada da choldra) para ser a campeã do Rei lá de Andarlan e vai participar num torneio com outros assassinos e se ela ganhar, ganha a sua liberdade para todo o sempre.
Depois entra o Principe Dorian na mistura que tenho quase, quase a certeza que vai ter um caso com a Celaena, apesar de eu ser mesmo mega hard shipper de Celaena + Chaol (mas também só vou nas primeiras 40 páginas!!!).
Até agora, não estou a ver o que é que neste livro é WOW WOW WOW e porque é que toda a gente adora esta saga. Para além do sentido de humor da Celaena, super irónica e sem papas na língua que eu adoro, ainda mais nada na história me chamou a atenção e para ser franca, em algumas das viagens que fiz de comboio depois de ter começado a ler este livro prefiri ir a olhar para o ar em vez de continuar a história, mas talvez precise só de um empurrãozinho e de ler mais algumas páginas até entrar na história.
Vamos lá ver o que sai daqui!!
Se já leram este livro e me quiserem deixar palavras de incentivo, façam esse favor que beeem preciso!
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
Opiniões #11: An Ember in The Ashes // Uma Chama Entre as Cinzas
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| Título: Uma Chama Entre Cinzas Autor: Sabaa Tahir Páginas / Ano: 446 / 2015 Descrição aqui |
Para ser bem, bem sincera, eu já acabei de ler este livro no inicio da semana passada mas com o trabalho e tudo mais, não tenho tido tempo de escrever no blog a não ser aos fins de semana (posts planeados rule!!!) mas desde então tenho andado maluquinha para vos contar coisinhas sobre este livro!
Então, como sabem no inicio estava assim um bocado apreensiva com este livro. Muitos nomes estranhos (sempre o meu maior problema nas distopias, visto que não decoro metade dos nomes e ando sempre um bocado à toa na história) e aquele plotzinho fácil que já se viu montes de vezes: rapaz na facção má mas com vontade de ser bom e rapariga mega rebelde que se vai encontrar com o rapaz para salvar o mundo.
Depois lá me fui embrenhando na história, e....bolas! Gostei mesmo disto, sabem? Eu cá me cheira que tenho que começar a ler mais distopias...não gosto, não gosto mas andei doidona em busca do ebook do 2º livro desta trilogia! [Presença, para quando a publicação da "Torch Against The Night?"]
A bem dizer, adorei a personagem do Elias, muito mais do que qualquer outra, e aquele triangulozinho amoroso deixou-me mesmo KO.... admito que possa ter sussurrado em alguns momentos "façam um trio!!!!" mas acho que a Helene não ia nessas cantigas.
Talvez seja melhor colocar aqui um letreiro de SPOILER para vos dizer que uma das minhas partes favoritas, e a parte que mais me partiu o coração, foi quando o Zak confessa que pretendia deixar o irmão mas que não existia sem ele (coloco a citação aqui):
“We’ve been together for so long.” Zak shakes his head. His face is unreadable where the mask hasn’t yet melded. “I don’t know who I am without him.”
E igualmente quando o Marcus confessa o que sente pelo irmão, bem no final. Quem já leu este livro saberá a que momento me estou a referir, porque realmente é aquele momento da história que os vemos como humanos em vez de só como Máscaras. Pelo menos aconteceu-me isso a mim.
Já o contrário acontece com a Helene, que sempre a vi como humana nas suas interações com o Elias mas subitamente fica parva e fica toda de seguir as regras e tal. Para mim esta personagem é um bocadinho incongruente: logo no inicio do livro, vemos que é uma personagem que põe as regras de Blackcliff acima de tudo mas com o desenrolar ela quebra-as sem grande esforço ou pesar. Tudo bem, se calhar ela é motivada por amor...mas é mesmo? Ela curaria mesmo a Laia por amor??? Na minha opinião não, até porque a vi (vimos???) bem violenta quando ficou com ciúmes do Elias, o que me leva a pensar que o amor que ela sente pelo Elias a deixa irracional, tanto para o bem como para o mal. Mas pronto.
Sinceramente, acho que a Helene tem um bom coração e que é movida, sim, pela humanidade que existe dentro de si e que não foi quebrada com todas as regras. Ela curou a Laia porque não podia deixá-la morrer e não a matou por esse mesmo motivo.
O mais irónico é que mesmo que a personagem da Helene não me tenha convencido eu continuo a achar que Helene + Elias é que era!!!! Vamos ver o que o segundo livro nos reserva, estou super ansiosaaaa!
Assim a única coisa que realmente me incomodou, neste livro em particular mas nas distopias em geral, é a quantidade de violência que tem que existir. Porque é que todos os livros deste tipo têm que conter sempre cenas de tortura e maldade extrema? Não pode existir uma distopia softzinha? Temos que andar sempre todos à pancada? Sei lá, chateia-me um bocadinho a contínua tortura que a Keris exercia nas criadas e aqueles Trials eram do mais grotesco possível. E a Helene ainda acha que se tem que viver assim??
(Sim, pronto, ficou um odiozinho à Helene, mas só porque sei que ela tem bom coração e está, provavelmente, só a ser tótó).
Mas também tenho muitas questões que este livro não respondeu. Tipo... e Darin???? TINHAM QUE O LIBERTAR AGORAAAA. Aliás, não foi esse o objectivo de todo o livro? Libertarem o rapaz? E depois no final, já não interessou libertar... não podiamos ter mais 100 páginas e chegar ao Darin? E tipo... A Cook quem é??? E aquele talento da Helene??? E como é que nascem os Augurs?? E aquela criaturas todas mágicas cujo nome já esqueci existem ou não??? E o Nightbringer??? Não faz nada???
Questões, questões.
Aproveito também para enfatizar a coisa mais creepy deste livro: as máscaras! Socorro, só de imaginar caras cobertas por algum material que se molda ao rosto e nunca mais sai, até me dá um ataquezinho de pânico.
E assim concluo esta opinião com o maior desejo de que a Presença lance o segundo livro desta trilogia a tempo de me cair no sapatinho.
E para citação favorita, escolho:
"Existem dois tipos de culpa. Aquele que é um fardo e aquele que te dá um propósito. Deixa que a culpa seja o teu combustível. Deixa que ela te lembre de quem queres ser. Traça uma linha na tua mente e nunca mais a ultrapasses. Tens uma alma. Ela foi ferida, mas está aí. Não deixes que ta tirem."
Mais sobre "Uma Chama Entre Cinzas":
Primeira Opinião
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
10 citações de "It Ends With Us"

Quem já leu o post de opinião que fiz do livro "It Ends With Us" da amiga Colleen Hoover já sabe que este livro me deixou mesmo banzada, de tal modo que mal consegui escolher uma frase favorita porque a escrita de
ste livro é mesmo deliciosa.
Então vamos lá, as 10 citações que mais gostei de um livro que me deixou assim....fragilizada:
(eu sei, eu sei...estão todas em inglês mas nós por cá somos muito internacionais e este livro ainda não saiu por estes lados. Lágrimas).
1
“In the future... if by some miracle you ever find yourself in the position to fall in love again... fall in love with me.”
2
“I feel like everyone fakes who they really are, when deep down we're all equal amounts of screwed up. Some of us are just better at hiding it than others.”
3
“I’ll keep pretending to swim, when really all I’m doing is floating. Barely keeping my head above water.”
4
“Sometimes even grown women need their mother’s comfort so we can just take a break from having to be strong all the time.”
5
“Maybe love isn’t something that comes full circle. It just ebbs and flows, in and out, just like the people in our lives.”
6
“That’s what fifteen minutes can do to a person. It can destroy them. It can save them.”
7
“But then this morning I had to tell him goodbye. And he held me and kissed me so much, I thought I might die if he let go.But I didn't die. Because he let go and here I am. Still living. Still breathing.Just barely.”
8
“Just because someone hurts you doesn’t mean you can simply stop loving them. It’s not a person’s actions that hurt the most. It’s the love. If there was no love attached to the action, the pain would be a little easier to bear.”
9
“All humans make mistakes. What determines our character is whether we turn those mistakes into excuses or lessons.”
10
“It stops here. With me and you. It ends with us.”
E aí, têm aquela citação preferida?
Mais sobre "It Ends With Us":
terça-feira, 8 de novembro de 2016
Primeiras Linhas#8: An Ember in the Ashes // Uma Chama Entre Cinzas
Já tinha ouvido falar imenso deste livro da Sabaa Tahir e pois que decidi pegar nele, ainda que, em geral, me tenda a afastar um bocadinho de distopias e tudo o que seja mais fantástico por achar que todos os livros se parecem uns com os outros. Como já li os Jogos da Fome e os Divergentes desta vida, achei que não precisava de ler mais nenhum.
Mas depois li "Uma Corte de Rosas e Espinhos" e amei. E por isso claro, dei uma hipótese ao "Uma Chama Entre as Cinzas" [Em Portugal este livro foi publicado pela Presença!]
No início não estava a achar grande piada e achava que o Elias era mais um Four e a Laia era mais uma Tris, mas depois fui-me apercebendo que não era bem assim. Houve coisas que consegui prever, como a Comandante ser mãe do Elias mas houve outras que me apanharam totalmente de surpresa e depois de ler algumas páginas, já não conseguia pousar o livro.
Apesar de ter decidido que queria fazer este livro durar (aliás, logo na primeira viagem de metro decidi-me a ler apenas 20 páginas por viagem, ou seja, 40 por dia), tive a magnifica ideia (notem a ironia) de fazer as 200 atualizações no meu pc ontem e pimbas, vai de ler.....Vou na página 240 e sinto que a história vai agora mesmo descolar.
Adoro o facto de a Laia não ser a heroína super corajosa que faz tudo e mais alguma coisa mas sim uma rapariga que se limita a sobreviver para poder salvar o irmão e como é óbvio, gosto imensoooo da Helene, apesar de ela ser um bocado parvita de vez em quando mas pronto, não é suposto os personagens serem perfeitos e algum defeito a rapariga tinha que ter. Estás desculpada, Leninha (por enquanto, claro, se a coisa não piorar!).

O Elias é um bocado Four de Divergente, mas mais fixe e menos chorão. Gosto de o imaginar como o Bob Morley, nem sei bem porquê, mas acho que se alguma vez este livro se tornar filme (por favorrrr, vamos fazer isto!!!!) tem que ser o Bob a fazer de Elias!!!! Tomei a liberdade de deixar aqui um gifzinho do Bob em The 100, a fazer de Bellamy, para todos podermos concordar com o potencial de ele fazer de Elias!
Aproveito e proponho, também, que a Nathalie Emmanuel faça de Laia e que a gira da Portia Doubleday (Angela em Mr.Robot) seja a badass da Helene. Acho que ia ficar um trio bem formoso!
E pronto, por enquanto não tenho assim mais nada a acrescentar, tirando que a parvalhona da Comandante (a Keris????) é tal qual a vilã de Divergente mas miiiiiil vezes pior. A sério. Eu kind of tenho que passar à frente as linhas sobre a tortura :/ e é esse o ponto que menos gosto até aqui. Já agora apelo a todos os deuses literários, para não matarem a Izzie, siiiim?
Vamos lá ver.
Mas depois li "Uma Corte de Rosas e Espinhos" e amei. E por isso claro, dei uma hipótese ao "Uma Chama Entre as Cinzas" [Em Portugal este livro foi publicado pela Presença!]
No início não estava a achar grande piada e achava que o Elias era mais um Four e a Laia era mais uma Tris, mas depois fui-me apercebendo que não era bem assim. Houve coisas que consegui prever, como a Comandante ser mãe do Elias mas houve outras que me apanharam totalmente de surpresa e depois de ler algumas páginas, já não conseguia pousar o livro.
Apesar de ter decidido que queria fazer este livro durar (aliás, logo na primeira viagem de metro decidi-me a ler apenas 20 páginas por viagem, ou seja, 40 por dia), tive a magnifica ideia (notem a ironia) de fazer as 200 atualizações no meu pc ontem e pimbas, vai de ler.....Vou na página 240 e sinto que a história vai agora mesmo descolar.
Adoro o facto de a Laia não ser a heroína super corajosa que faz tudo e mais alguma coisa mas sim uma rapariga que se limita a sobreviver para poder salvar o irmão e como é óbvio, gosto imensoooo da Helene, apesar de ela ser um bocado parvita de vez em quando mas pronto, não é suposto os personagens serem perfeitos e algum defeito a rapariga tinha que ter. Estás desculpada, Leninha (por enquanto, claro, se a coisa não piorar!).

O Elias é um bocado Four de Divergente, mas mais fixe e menos chorão. Gosto de o imaginar como o Bob Morley, nem sei bem porquê, mas acho que se alguma vez este livro se tornar filme (por favorrrr, vamos fazer isto!!!!) tem que ser o Bob a fazer de Elias!!!! Tomei a liberdade de deixar aqui um gifzinho do Bob em The 100, a fazer de Bellamy, para todos podermos concordar com o potencial de ele fazer de Elias!
Aproveito e proponho, também, que a Nathalie Emmanuel faça de Laia e que a gira da Portia Doubleday (Angela em Mr.Robot) seja a badass da Helene. Acho que ia ficar um trio bem formoso!
E pronto, por enquanto não tenho assim mais nada a acrescentar, tirando que a parvalhona da Comandante (a Keris????) é tal qual a vilã de Divergente mas miiiiiil vezes pior. A sério. Eu kind of tenho que passar à frente as linhas sobre a tortura :/ e é esse o ponto que menos gosto até aqui. Já agora apelo a todos os deuses literários, para não matarem a Izzie, siiiim?
Vamos lá ver.
domingo, 6 de novembro de 2016
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
Opiniões #10: It Ends With Us
| Título: It Ends With Us Autor: Colleen Hoover Páginas / Ano: 367 / 2016 Descrição aqui |
Antes de mais, aplausos, consegui chegar às 10 reviews!!!! (Sim, isto é um feito para uma procrastinadora como eu. Dancem comigo, vá!).
Em segundo lugar, acho que a minha 10ª review não podia estar melhor entregue do que a este livro, It Ends With Us, que li durante esta primeira semaninha de trabalho e que, para vos ser franca, adorei. Queria ter escrito as primeiras impressões mas chegar a casa perto das 20h todos os dias e com o entusiasmo de ler mais, não deu. Até que este sábado decidi que tinha mesmo que saber o final e assim foi.
Chorei tanto, posso-vos dizer.
('Então, Cat, mas não eras tu que não choravas com livros?'....sim, filhinhos, mas aguentem comigo que este livro deixou-me muito sensível).
Começo assim já por falar nesta capa linda, linda, lindaaaa. Eu até sinto que escolhi o livro pela capa porque entrei na história sem saber nada de nada. Como já devem ter reparado eu tenho uma relação amor-ódio com a Dona Colleen porque amei o Ugly Love ('Amor Cruel' por estes lados, publicado pela Topseller) mas detestei e nem acabei de ler Slammed (nem sei como se chama por cá mas não vale a pena dizer porque não desejo este livro ao meu pior inimigo).
Entrei neste livro meio em dúvida, incerta de se iria gostar ou não e indagando-me porque raio é que este livro se chamava "It Ends With Us".... mas que raio é que acaba connosco, Colleen?? E acreditam que até ao final, até perto da última frase que não descobri??? Fiquei tão inebriada pela história e tão ceguinha pelas personagens e pela dor da Lily e talvez pronto, pelas lágrimas que iam caindo, que não me apercebi até a Lily quase explicar? LINDO. Ainda agora que me recordo dessa passagem fico com pele de galinha.
(Avisei-vos que tinha ficado fragilizada!!!)
Este livro conta a história dos pais da Lily mas sobretudo da Lily, do Ryle e do Atlas num dos melhores triângulos amorosos que eu já li, feito de uma forma tão sublime e inteligente que uma pessoa só depois de matutar é que percebe que fica dividida entre os dois. Sim, eu fiquei dividida entre o Ryle porque não importa o que ele faça, eu senti-me exactamente como a Lily: perdida, confusa e a pensar 'bolas, mas vocês gostam tanto um do outro!!'.... e tal como a Lily, também sempre pensei que nada desculpava certas acções e que quem fica, a vitima, é que é parva. [estou a ser meio vaga porque não quero spoilar!!!!]
Acho que foi por isso que este livro me bateu tão forte, porque a mensagem foi tão bem passada e foi um livro que nos pegou na mão e caminhou connosco e nos mostrou em vez de nos dizer. Ainda bem que estava em casa, sozinha, quando acabei de ler o livro porque chorei mesmo muito.
Além da história estar boa a valer, a escrita é uma coisa deliciosa com passagens fantásticas (sim, vou fazer um post das melhores citações porque só uma não consigo escolher!) e as personagens são reais, podem ser nossos amigos, nossos familiares, nossos pais, até.
É um livro tão, mas tão mas tão importante de ser lido por todas as raparigas jovens, por todas as vitimas de algum tipo de abuso ou por quem acha, como eu achava, que as coisas são pretas e brancas, que ou se portam bem ou se põem a andar. Por favor, leiam este livro!!! Acreditem, vai mudar a vossa forma de encarar as coisas.
São muitas as minhas citações favoritas, mas deixo-vos com esta:
"There is no such thing as bad people. We’re all just people who sometimes do bad things."
domingo, 30 de outubro de 2016
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